Política

Ratinho Junior renuncia Presidência para continuar como governador 

A renúncia de Ratinho Junior (PSD) à disputa pelo Planalto, oficializada nesta segunda-feira (23), representou uma manobra tática para impedir que a hegemonia política do Paraná fosse capturada pela oposição. O chefe do Executivo paranaense, que despontava como favorito nas sondagens internas de sua sigla, retrocedeu após a ala liderada por Flávio Bolsonaro (PL) endurecer o discurso e colocar em xeque sua base eleitoral.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), articulador da candidatura à Presidência, apresentou o senador Sergio Moro (União-PR) como o trunfo do PL para a disputa ao Palácio Iguaçu. Para Ratinho, que está impedido de buscar novo mandato no estado, o cenário tornou-se de vulnerabilidade. Apostar na corrida nacional significaria fragilizar sua sucessão e, no pior dos casos, entregar as chaves do estado para um rival direto, como Moro ou Rafael Greca (MDB).

Ratinho captou a mensagem. Priorizar um voo nacional incerto em detrimento da manutenção do domínio regional seria um erro de cálculo. Entre o sonho do Planalto e a segurança do seu território, o governador optou pelo pragmatismo. Sua saída esvazia as opções de centro-direita fora do eixo bolsonarista, já que ele era um dos raros nomes capazes de transitar entre diferentes espectros do eleitorado.