Magistrado afirma ter visitado local de morte de PM na condição de “amigo” de coronel
Em depoimento prestado à Polícia Civil, o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan esclareceu que compareceu ao apartamento onde a soldado Gisele Alves Santana foi encontrada morta como um gesto de amizade, e não no exercício de sua função jurídica. Segundo Cogan, ele atendeu a um chamado do marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite.
Detalhes do Monitoramento
As câmeras de segurança do condomínio, situado no Brás, região central de São Paulo, registraram a chegada do magistrado do Tribunal de Justiça (TJ-SP) poucos instantes após o ocorrido, no dia 18 de fevereiro. Gisele foi localizada com um ferimento por arma de fogo na cabeça.
Cronologia dos fatos registrada pelas imagens:
- 09h07: O desembargador chega ao edifício e sobe ao apartamento acompanhado pelo coronel.
- 09h18: Cogan é visto novamente no corredor, deixando o local.
- 09h29: Onze minutos após a saída do magistrado, Geraldo Leite reaparece nas imagens utilizando vestimentas diferentes.
O depoimento reforça a tese da defesa de que a presença da autoridade no local teve caráter estritamente pessoal, motivada pelo vínculo entre ele e o oficial da PM.